
EDITORIAL

O 26º Encontro Cultural de Milho Verde destaca a importância da cultura e da memória coletiva na preservação da identidade de um povo. Com o tema “Das coisas que são sagradas: a memória coletiva”, o evento reforça o valor dos saberes, histórias e tradições que atravessam gerações e mantêm viva as riquezas culturais de Minas Gerais.
Consolidado como um dos mais importantes Encontros Culturais do Vale do Jequitinhonha, o evento reúne artistas, mestres da cultura popular, moradores e visitantes em um espaço de troca de vivências e experiências, valorização da diversidade e fortalecimento dos vínculos comunitários.
Mais do que celebrar o passado, o Encontro Cultural de Milho Verde projeta o futuro ao incentivar a preservação do patrimônio cultural, apoiar a economia local e promover o diálogo entre gerações. Uma iniciativa que reafirma a memória como um patrimônio vivo e essencial para as próximas gerações.

Milho Verde (MG) – Entre os dias 19 e 26 de julho de 2026, o tradicional distrito de Milho Verde, pertencente ao município de Serro, será novamente o cenário de um dos mais importantes eventos culturais de Minas Gerais: o 26º Encontro Cultural de Milho Verde. A edição deste ano traz como tema “Das coisas que são sagradas: a memória coletiva”, destacando a importância da preservação dos saberes, das histórias e das manifestações culturais que moldam a identidade do povo mineiro e brasileiro.
Reconhecido por reunir artistas, mestres da cultura popular, moradores, visitantes e pesquisadores, o Encontro Cultural de Milho Verde consolidou-se ao longo de mais de duas décadas como um espaço de convivência, aprendizado e valorização da diversidade cultural. O evento acontece em um dos distritos mais emblemáticos do Alto Jequitinhonha, região marcada por sua riqueza histórica, paisagens naturais e forte presença das tradições afro-brasileiras.

Durante oito dias, o público poderá participar de uma ampla programação que inclui apresentações musicais, oficinas, rodas de conversa, manifestações da cultura popular, atividades voltadas à educação patrimonial, exibições audiovisuais e encontros com mestres e guardiões dos saberes tradicionais. A proposta é promover a troca de experiências entre gerações, fortalecendo os vínculos comunitários e o sentimento de pertencimento cultural.
A temática escolhida pela nova diretoria do Instituto Milho Verde composta por: Roberta Rocha Oliveira (Presidente), Lorena Boaventura Fassy (Diretora Administrativa) e Maria das Graças Coelho ‘Kia’ (Diretora Financeira), para esta edição reforça o papel da memória coletiva como patrimônio vivo. Mais do que recordar o passado, o encontro convida a comunidade a refletir sobre a importância de transmitir conhecimentos, costumes, histórias e valores para as futuras gerações. Em um tempo marcado por rápidas transformações sociais e tecnológicas, preservar a memória torna-se um ato de resistência e valorização da identidade cultural.
Milho Verde possui uma trajetória histórica profundamente ligada às tradições quilombolas, aos festejos religiosos, aos Catopês e às diversas expressões culturais que atravessam séculos de história. Essas manifestações continuam sendo transmitidas pelas comunidades locais, fortalecendo o patrimônio imaterial da região. Além de sua relevância cultural, o evento movimenta a economia local, fortalecendo o turismo, a gastronomia, o artesanato e os empreendimentos comunitários.
“DAS COISAS QUE SÃO SAGRADAS: A MEMÓRIA COLETIVA”

A memória coletiva é um dos mais importantes patrimônios de um povo. Ela reúne histórias, saberes, tradições, celebrações, modos de viver e conhecimentos transmitidos de geração em geração, constituindo a identidade das comunidades e fortalecendo os vínculos que unem passado, presente e futuro.
Com o tema “Das Coisas que São Sagradas: A Memória Coletiva”, o 26º Encontro Cultural de Milho Verde propõe uma reflexão sobre aquilo que permanece vivo por meio da oralidade, das práticas culturais, da religiosidade, da música, da dança, do artesanato e das manifestações populares que atravessam o tempo e continuam a inspirar novas gerações.
A escolha do tema nasceu também do desejo de celebrar a memória do próprio Encontro Cultural, que ao longo de sua trajetória construiu uma identidade cultural singular e impulsionou importantes iniciativas para a comunidade. Entre elas destacam-se a criação do Monumento Natural Estadual Várzea do Lajeado e Serra do Raio, contribuindo para a preservação ambiental diante do avanço da urbanização; o fortalecimento dos Bordados da Barra da Cega, por meio de oficinas de bordado; a Pharmacinha, dedicada à produção de remédios caseiros; e o grupo musical Maria Faceira, valorizando a cultura popular local.
Mais do que registrar acontecimentos, a memória coletiva fortalece o sentimento de pertencimento, reconhece a contribuição dos mestres e mestras da cultura tradicional e reafirma a importância das comunidades que preservam o patrimônio imaterial brasileiro. Em Milho Verde, essa herança se manifesta nos festejos religiosos, nas tradições quilombolas, nos Catopês, nas narrativas orais e nos saberes ancestrais. Ao reunir moradores, turistas, artistas, pesquisadores e guardiões da cultura, o Encontro Cultural promove o intercâmbio de experiências e reafirma seu compromisso com a preservação da identidade, valorizando a colaboração, a diversidade e a construção de um futuro em que a memória permaneça como fonte de conhecimento, inspiração e pertencimento para toda a comunidade.
CINE DO CAMPO
O Cine do Campo foi criado no início do século XXI com o propósito de democratizar o cinema aos moradores de Milho Verde. Promovida pelo Instituto Milho Verde, a iniciativa surgiu em uma época em que muitas famílias ainda não possuíam televisão em casa, tornando as exibições um importante espaço de encontro, lazer e formação cultural.
As sessões priorizavam, principalmente, filmes voltados para toda a família. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, o Instituto Milho Verde vem preservando essa trajetória por meio de um canal no YouTube, que reúne um amplo acervo preservando a memória coletiva de Milho Verde.
Na 26ª edição do Festival de Milho Verde, o Instituto Milho Verde, em parceria com o Cine Clube PQP, realizará uma programação especial de sessões de cinema em sua sede e também em espaços públicos ao ar livre. Além do acervo cinematográfico do Instituto, o Cine Clube PQP disponibilizará um catálogo com cerca de 200 filmes, incluindo produções realizadas com recursos da Lei Paulo Gustavo e obras integrantes do Circuito Tela Verde, iniciativa do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas.
LISTA DE FILMES


| OFICINAS | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Luiz Claudio Pereira dos Reis | Memórias que Cantam, Tambores que Falam: uma vivência com o Candombe Rosário dos Pretos de Baldim |
| Luciene Barbosa Santos | “O que eu vejo quando olho na janela”. Uma oficina de argila para imaginar e criar. |
| Robert Cecílio da Silva Correia | Jogos Africanos de Tabuleiro |
| Luciani Moreira Brignol | Cerâmica Ancestral |
| Marizélia Martins Pereira | ABAYOMI: Tecendo Memórias e Pertencimento |
| Paollo Preto | Oficina de Palhaçaria |
| Ana Carolina Rogério Leal | “Bordado em fotografia: Onde a linha encontra a memória” |
| Mayan Maharishi de Faria Ladeira Amâncio | Cerrado em Cores |
| Cassiana Do Socorro Carmindo Vieira Oliveira | Bordando Histórias |
| Paulo Henrique Nunes e Castro | Oficina de Brinquedos de Madeira |
| Aurea Junqueira Coli | O Uso das Plantas Medicinais pela Pharmacinha de Milho Verde |
| Salome Pimenta Pena | Oficina de dança oriental árabe/egípcia |
| Amanda Barbosa Veiga dos Santos | Oficina: Caminhos pelo Vale do Jequitinhonha: Escrevivências de Mulheres Negras e Quilombolas e a Reexistência Educacional |
| Rafael Costa Torres | UMA ROSA DE CONVERSA – GRANDE SERTÃO VEREDAS |
| Cristina Danielle Pinto Lobato | Confluências na Comunicação |
| Letícia Braga Corrêa | OFICINA DE INTRODUÇÃO À SERIGRAFIA COM ATELIÊ ARTES SAPAS |
| Jorge Peixe Boi | Samba de Roda da Bahia |
| Marcela Bergamini Fernandes | Oficina de Adobes – Saberes Populares, Memória e Patrimônio. |
| Paulo Henrique Nunes e Castro | Oficina de instrumentos musicais e musicalização infantil |
| Bruno de Araújo Mendes | Roda de conversa “Biribiri é nosso”: luta popular contra a privatização do Parque Estadual do Biribiri |
| Marcus Vinicius Prado | O Yoga do Som: memórias sonoras coletivas |
| Thiago Caldeira | Pedal do Encontro |
| Wilton Vinicios dos Santos Lima | Pintura no Mural |
| Rafael Costa Torres | O NEGRO E O GARIMPO EM MINAS GERAIS – Aires da Mata Machado Filho |
| Dirlene das Merces Cândido Veríssimo | Produção de risoli e coxinha de umbigo de banana |
| Santo Moreira da Silva | Produção de requeijão |
| Vânia Aparecida Correia | Mãos na Massa: Oficina de Pão Caseiro |
| Artes Cênicas | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Francisco Simões de Oliveira Neto | Teatro Mamulengo Presepada |
| Leandro da Silva Porto | MEMÓRIAS DA MELTA DO PROFESSOR JAIME |
| Claudio Marcio de Lima | FLICTS – CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS |
| Bianca Freire | 3 contos de amor |
| Paollo Preto | Bambu Roda Mundo Gira Roda |
| Calvin Badu Albricker | Chama Ancestral: Uma performance para o Fogo e o Tambor |
| Luiza Octaviano Alvarenga de Souza | Encantados, das Veredas do Sertão ao Espinhaço do Cerrado mineiro |
| Ianne Ferreira | Sociedade dos Poetas Vivos de Milho Verde |
| Artes Visuais | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Alisson Fabiano Pulit | Curta-metragem: Na Bolha de champanhe |
| Maurycélia Campos | BALÃO PLANETA TERRA VIRTUAL: No Alto |
| Carlos Magno de Lima e Silva | RESIDÊNCIA ARTÍSTICA: A OBRA-PRIMA DE SANTOS DUMONT (a memória coletiva) |
| Niara Brignol Onzi | MEMÓRIA VIVA |
| Rafael Costa Torres | Do ritmo do tambor ao coração de Minas |
| Música | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Daniel Campos Villela | Show Pequiscodelia |
| Hananda Soares Melo | Baile de Rabeca |
| Marcelo Heidenreich Bernardes Pereira | Show de lançamento do álbum “Paralelo Ímpeto” |
| Sebastião Oliveira Mota Junior | SHOW AUTORAL – SEBÁ |
| Marcelo Teixeira | Música instrumental Do Jazz ao Regional |
| Denílson Miller dos Reis | Show Ouro de Minas |
| Raissa Fagundes Rosa | Pepe Já Tirei a Vela toca o show Simple Pepe |
| Marcos de Oliveira Cantanhede | Coentro Beat |
| Pedro de Sousa Murta | Savânico – Cartografias do Espinhaço |
| Isadora Almeida Rocha | Brasa |
| Sidarta Riani Goulart | Canções de Sobrevivência |
| Wanderlane Alves da Silva | Show Maria Faceira |
| Lorena Neves Barroca Werneck | DespertAr-te Canções para recordar quem somos |
| Amanda Diniz Pinto | Amandona canta Rita e Cassia |
| Lívia Maria Braga Resende | Thales Pereira e Regional Itinerante: Um diálogo entre os clássicos do Choro e o Choro Sanjoanense |
| Lin Égas | orquestra de berimbaus |
| Suplentes da Música | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Elizângela Eulalia Alves | Liz Eulália convida |
| Edinardo Tadeu do Nascimento | Ed Nasque – Interior |
| Marlon Botelho Cardozo | Forró de Rabecaria |
| Paulo Henrique Nunes e Castro | Blues da meia noite |
| Marco Aurélio Dias Campos | VEREDAS BRASILEIRAS |
| Déborah Braga Alves | Show Aves Noturnas |
| William Andem Ferreira dos Santos | Um Corpo em Movimento, Uma Mente em Liberdade |
| André Castro Salviano | Entre Memórias e Canções: Show Acústico de André Salviano |
| Outros | |
| Autor da proposta | Título da proposta |
| Sempre-Viva Editorial | Lançamentos dos livros: Incógnitos Microcontos II, “Vênus” e “Maria, é peta teimar, feijão na pedra não dá” |
| Feira | |
| Todas as propostas inscritas para a Feira foram selecionadas | |
| A Produção do 26° Encontro Cultural de Milho Verde entrará em contato com os selecionados explicando as condições de participação e datas disponíveis. | |


