26º Encontro Cultural de Milho Verde

26º Encontro Cultural de Milho Verde inicia neste domingo com mais de 60 atrações culturais gratuitas

Evento reúne oficinas, shows, espetáculos, cinema, feira de artesanato e gastronomia até o dia 26 de julho, no distrito de Milho Verde, em Serro (MG)

Serro (MG) – Um dos mais tradicionais e relevantes eventos culturais da Serra do Espinhaço, o 26º Encontro Cultural de Milho Verde começou neste domingo (19) e segue até o dia 26 de julho com uma programação gratuita que reúne mais de 60 atividades culturais. Nesta edição, o tema é “Das coisas que são sagradas: a memória coletiva”, propondo reflexões sobre identidade, pertencimento e preservação das tradições.

Ao longo de oito dias, moradores e visitantes poderão participar de oficinas, vivências, rodas de conversa, espetáculos, exibições de filmes, exposições de artes visuais, shows musicais, performances, saraus, intervenções artísticas, lançamentos de livros, além de feira de artesanato e gastronomia, entre outras atrações.

O Encontro Cultural é realizado pelo Instituto Milho Verde, com patrocínio da Prefeitura do Serro e da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Patrimônio, além do apoio de empresas parceiras, artistas, voluntários e da comunidade local.

Abertura

A programação teve início neste domingo (19), a partir das 12h30, no Largo da Igreja do Rosário, no centro de Milho Verde. A abertura contará com roda de capoeira, apresentação de orquestra de berimbaus, transmissão em telão da final da Copa do Mundo e a tradicional feira de artesanato e gastronomia.

Para a presidente do Instituto Milho Verde, Roberta Rocha, o evento fortalece os vínculos entre arte, cultura e comunidade. “O Encontro Cultural é construído coletivamente, por muitas mãos. É um espaço de encontros, trocas de saberes, memórias afetivas e celebração da arte, da cultura e das tradições de Milho Verde“, destaca.

Oficinas e Atrações Culturais 

Entre os dias 20 e 24 de julho, o público pode participar gratuitamente de mais de 30 oficinas e atividades formativas, além de rodas de conversa, fóruns de cultura e vivências. A programação inclui temas como tinta de terra, bordado, brinquedos de madeira, yoga, argila, pintura de mandalas, ciranda, cerâmica e plantas medicinais. 

As inscrições podem ser feitas na Farmácia do Trabalhador de Milho Verde, localizada na Rua Direita, nº 485, ou pelo e-mail institutomilhoverde@gmail.com.

A partir das 17h00, a programação segue com espetáculos, saraus, sessões de cinema, apresentações musicais e a feira de artesanato e gastronomia, realizados no Largo do Rosário e no Centro Cultural Instituto Milho Verde.

Entre os artistas confirmados estão Sidarta Riani, Sebá, Serena Barroca, Coentro Beat, Liz Eulália, Blues da Meia-Noite, Pedro Murta, Marcelo Heindenreich, Osdaras, Isaddora e Maria Faceira. 

A programação também inclui sarau com a Sociedade dos Poetas Vivos de Milho Verde, contação de histórias, intervenções do Cirquin Fulêro e do Palhaço Bambu, além de lançamentos de livros da Editora Sempre Viva de Milho Verde.

Nos finais de semana, as atrações culturais acontecem durante o dia e à noite. A programação completa está disponível no Instagram @encontroculturalmv.

1º DIA: DOMINGO 19 DE JULHO 2026

O Encontro Cultural reuniu a comunidade local, artistas e turistas em uma tarde de cultura, lazer e integração.

A programação teve início às 13h, no Largo da Igreja do Rosário, no centro de Milho Verde. A abertura contou com a apresentação da Orquestra de Berimbaus e uma roda de capoeira e reunindo moradores e visitantes em um ambiente de celebração da cultura popular.

Durante toda a tarde, o público também pôde visitar a Feira de Artesanato e Gastronomia, que reuniu expositores da região com peças produzidas por artesãos locais, além de uma variedade de sabores da culinária mineira. Um dos destaques foi o chope artesanal produzido pela Serro Bier, que conquistou moradores e turistas e complementou a experiência gastronômica do evento.

Para Alexandre Warzong, mestre do Grupo de Capoeira de Angola Candeia do Cerrado, o encontro representa uma importante oportunidade para divulgar a capoeira de Angola e aproximar a comunidade dessa manifestação cultural. “Eventos como este fortalecem nossa tradição e permitem que mais pessoas conheçam a riqueza da capoeira de Angola”, destacou.

O Grupo Candeia do Cerrado é o principal articulador das atividades de Capoeira de Angola na região de São Gonçalo do Rio das Pedras e comunidades vizinhas. Com atuação contínua, o grupo promove treinos e rodas periódicas que fortalecem a prática da capoeira como expressão de cultura, resistência e convivência comunitária. Além de São Gonçalo do Rio das Pedras, suas ações se estendem para localidades como Diamantina, Milho Verde, Baú e Santa Cruz, contribuindo para a preservação e difusão dessa importante manifestação da cultura afro-brasileira e aproximando praticantes de diferentes gerações e comunidades.

>> instagram.com/grupo_candeia_cerrado

No fim da tarde, o Cine Clube PQP promoveu a transmissão da final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, reunindo o público para acompanhar a decisão em clima de confraternização.

Para a presidente do Instituto Milho Verde, Roberta Rocha, o evento fortalece os vínculos entre arte, cultura e comunidade. “O Encontro Cultural é construído coletivamente, por muitas mãos. É um espaço de encontros, trocas de saberes, memórias afetivas e celebração da arte, da cultura e das tradições de Milho Verde. Este 26º Encontro Cultural conta um pouco da história de todos os encontros realizados ao longo de sua trajetória”, ressaltou. Já Maria das Graças Coelho Simões (Kia), diretora financeira, acredita que o “Encontro Cultural tem esse poder de unir a todos”, uma vez que este ano o Encontro acontece sem recurso estadual.

Fotos: Michel Becheleni


2º DIA: SEGUNDA-FEIRA 20 DE JULHO 2026

Oficinas, debates e música movimentam a programação desta segunda-feira no Encontro Cultural de Milho Verde

O 26º Encontro Cultural de Milho Verde segue com uma intensa programação nesta segunda-feira (20), reunindo atividades formativas, rodas de conversa e atrações musicais que valorizam a cultura popular, a memória coletiva e as tradições do Vale do Jequitinhonha.

As atividades começam pela manhã com oficinas realizadas no na sede do Centro Cultural e na Escola Professor Leopoldo Pereira.

Entre os destaques da programação está a oficina sobre Sistemas Municipais de Cultura, dentro do projeto Conexões Culturais: Tecendo Redes Locais 2ª edição, conduzido por Wenderson Godoi, Luciano Botelho e Cláudio Letro.

A atividade reúnio gestores, produtores, artistas, agentes culturais e comunidade da região imediata de Diamantina para debater estratégias de fortalecimento das políticas públicas de cultura, incentivando a criação de redes de cooperação entre os 13 municípios envolvidos no projeto,

fortalecendo redes de colaboração, políticas culturais e a atuação de pessoas comprometidas com o desenvolvimento em seus territórios.

Na escola aconteceu a oficina “Cerrado em Cores (Tinta de Terra)”, ministrada por Mayan Maharish e Marcela Bergamini, além dos Jogos Africanos de Tabuleiro, com Robert Madeira.

Ainda pela manhã, a pesquisadora Amanda Veiga conduziu a atividade “Caminhos pelo Vale do Jequitinhonha: Escrevivências de Mulheres Negras e Quilombolas e a Reexistência Educacional”, promovendo reflexões sobre identidade, memória e educação a partir das experiências de mulheres negras e comunidades quilombolas da região.

No período da tarde, a programação se estende para a comunidade da Barra da Cega com a oficina “Bordando Histórias”, desenvolvida pelo grupo Bordados da Barra. Já no Centro Cultural, Patrick Arley apresentou recursos e tecnologias voltados para inventários culturais, dentro do projeto “Inventário Cultural: Memória e Resistência das Culturas Populares”, a atividade se encerrou com um passeio pelas ruas de Milho Verde para uma parte prática da formação.

Outro momento de destaque aconteceu na Casa de Hóspedes Bosque, com a vivência “Memórias que Cantam, Tambores que Falam”, dedicada ao Candombe Rosário dos Pretos de Baldim, manifestação tradicional que preserva saberes e práticas afro-brasileiras transmitidas entre gerações.

O Candombe Rosário dos Pretos de Baldim (MG) é um ritual afro-brasileiro de música e dança considerado

matriz ancestral dos congados mineiros. Sob a liderança do Capitão e guardião Luiz Cláudio, a manifestação preserva a fé católica e os tambores de matriz africana, celebrando a devoção a Nossa Senhora do Rosário.

Às 18h, o Centro Cultural recebeu a roda de conversa “Biribiri é Nosso: luta popular contra a privatização do Parque Estadual do Biribiri”. O debate será conduzido pelo Movimento Biribiri é Nosso e abordará a mobilização social em defesa do patrimônio ambiental, histórico e cultural da região.

A programação cultural da noite aconteceu no Largo do Rosário. A partir das 20h, o público pode acompanhar o show do projeto Paralelo Ímpeto, com Marcelo Heidenreich. Em seguida, às 21h, sobe ao palco a banda Osdaras com o espetáculo musical “Pequiscodelia”, encerrando mais um dia de atividades do Encontro Cultural com muita música e celebração da diversidade artística.

Ao longo de sua 26ª edição, o Encontro Cultural de Milho Verde reafirma seu compromisso com a valorização da cultura popular, da formação artística e da preservação das memórias e tradições que fazem parte da identidade da comunidade e do Vale do Jequitinhonha.


3º DIA: TERÇA-FEIRA 21 DE JULHO 2026

Cultura, tradição e música movimentam a terça-feira no 26º Encontro Cultural de Milho Verde

A programação desta terça-feira (21) do 26º Encontro Cultural de Milho Verde reúnio oficinas, vivências, debates e apresentações artísticas que valorizam os saberes tradicionais, a memória coletiva e as diversas expressões da cultura popular. As atividades aconteceram em diferentes espaços da comunidade, promovendo o encontro entre moradores, visitantes, mestres da cultura popular e artistas de várias regiões.

Pela manhã, o Centro Cultural recebeu o Fórum Regional de Cultura: desafios e perspectivas, conduzido por Damiana Campos, dentro do projeto Conexões Culturais: Tecendo Redes Locais 2ª edição, iniciativa voltada ao fortalecimento das políticas culturais e da articulação entre os municípios da região.

quero colocar algo aqui.

Os participantes selecionados terão transporte, hospedagem e alimentação totalmente custeados pelo projeto, garantindo sua participação em toda a programação presencial.

Também às 9h, a Casa do Sr. Antônio será palco da oficina Adobes: Saberes populares, memória e patrimônio, ministrada por Marcela Bergamini e Mestre Antônio, destacando técnicas tradicionais de construção em terra e a preservação do patrimônio cultural.

Para fazer tijolo de adobe, misture terra (com cerca de 30% de argila e 70% de areia), água e fibras naturais (palha, capim ou serragem). Amasse bem até dar o ponto, compacte a massa em formas de madeira ou metal, desenforme em seguida e deixe secar à sombra por alguns dias.
O processo passo a passo consiste em:

Teste da Terra: A terra não pode ser pura demais (ou vai rachar) nem arenosa (vai esfarelar). Para testar, faça uma bola de barro e deixe secar; se rachar muito, adicione areia. Se quebrar com facilidade, adicione mais argila.
A Massa: Misture a terra com água e adicione a fibra (a palha evita que o tijolo trinque ao secar). O ideal é deixar a mistura descansar coberta por um dia para absorver bem a água.
A Modelagem: Umedeça a fôrma de madeira ou ferro e polvilhe um pouco de areia ou serragem para não grudar. Jogue o barro na forma com força para compactar bem e não deixar buracos. Alise a superfície e retire o excesso de massa com uma régua de madeira.

Desenforma: Retire a fôrma de imediato, levantando-a com cuidado para o tijolo não deformar.
Secagem: Deixe os tijolos secarem na sombra ou cobertos com lonas nos primeiros dias para evitar que sequem rápido demais e rachem. Vire-os de lado após alguns dias e armazene-os em pilhas quando estiverem firmes.

Às 10h, o Largo do Rosário recebeu uma demonstração de Parapente, com Luiz Gonzaga, enquanto, na Escola Professor Leopoldo Pereira, a fotógrafa Carol Leal conduz a primeira aula da oficina Bordado em Fotografia: Onde a linha encontra a memória, unindo fotografia, arte têxtil e narrativas afetivas.

No período da tarde, a programação continua com a oficina Bordando Histórias, realizada na Barra da Cega pelo coletivo Bordados da Barra, valorizando o bordado como ferramenta de expressão cultural. Na Escola Professor Leopoldo Pereira, os participantes poderão aprender técnicas de confecção de Brinquedos de Madeira, com o Atelier do Saruê, e participar da oficina Abayomi: Tecendo memórias e pertencimento, conduzida por Mari Martins, que resgata a tradição das bonecas afro-brasileiras como símbolo de afeto, resistência e identidade.

Às 15h, o Centro Cultural volta a sediar atividades do projeto Conexões Culturais, com a oficina Desenhando o Fórum de Cultura da Região Imediata de Diamantina, também coordenada por Damiana Campos.

Encerrando a programação formativa do dia, às 16h30, a Casa de Hóspedes No Bosque recebe a segunda aula da vivência Memórias que cantam, tambores que falam, conduzida pelo Candombe Rosário dos Pretos de Baldim, proporcionando uma imersão nas tradições afro-mineiras por meio da música, da oralidade e da ancestralidade.

Noite de Poesia e Grandes Shows

A programação cultural da noite começa às 18h, no Centro Cultural, com o 3º Sarau da Sociedade dos Poetas Vivos de Milho Verde, coordenado por Ianne Ferreira, reunindo poesia, literatura e manifestações artísticas em um espaço de celebração da palavra.

Às 20h, o Largo do Rosário recebe o show de Maria Faceira, levando ao público um repertório marcado pela música popular brasileira e pela valorização das raízes culturais. Encerrando a noite, às 21h30, sobe ao palco Serena Barroca com o espetáculo DesperAr-te – Canções para recordar quem somos, uma apresentação que convida o público a uma experiência sensível de reconexão com a memória, a identidade e a força da música.


4º DIA: QUARTA-FEIRA 22 DE JULHO 2026

Memória, Patrimônio, Arte e Cinema marcam a programação desta quarta-feira no 26º Encontro Cultural de Milho Verde

A quarta-feira (22) do 26º Encontro Cultural de Milho Verde será dedicada à valorização da memória, do patrimônio cultural e das expressões artísticas que fortalecem a identidade do Vale do Jequitinhonha e da Serra do Espinhaço. A programação reúne oficinas, roda de conversa, cinema, teatro, música e intervenções culturais, promovendo o diálogo entre tradição, educação e criação artística.

As atividades começam às 9h, no Centro Cultural, com a oficina Cultura e patrimônio: democratizando o inventário cultural, ministrada por Lúcio Braga, dentro do projeto Inventário Cultural: Memória e Resistência das Culturas Populares.

A oficina apresenta o Inventário Cultural como uma ferramenta essencial para a identificação, preservação e valorização dos saberes, práticas e manifestações que constituem a identidade das comunidades, promovendo o reconhecimento e o fortalecimento do patrimônio cultural local.

No projeto “Inventário Cultural: Memória e Resistência das Culturas Populares”, Lúcio Braga desenvolve ações voltadas à democratização do inventário cultural, incentivando comunidades a reconhecer, registrar e valorizar seus próprios patrimônios materiais e imateriais como forma de fortalecer a memória coletiva e a identidade cultural.

A antropologia é a ciência que estuda o ser humano em seus aspectos biológicos, sociais, culturais e históricos. Seu objetivo é compreender como diferentes povos vivem, organizam suas sociedades, constroem suas culturas e se relacionam ao longo do tempo.

No mesmo horário, a Escola Professor Leopoldo Pereira recebe duas oficinas. Em O que eu vejo da minha janela: uma oficina de argila para imaginar, criar e fazer, Luciene Barbosa convida os participantes a explorar a criatividade por meio da modelagem em argila. Também será realizada a atividade O Negro e o Garimpo em Minas Gerais – Aires da Mata Machado Filho, conduzida por Dimitri, que propõe uma reflexão sobre a presença e a contribuição da população negra na formação histórica e cultural do estado.

Às 10h, Carol Leal dá continuidade à oficina Bordado em Fotografia: Onde a linha encontra a memória, aprofundando o diálogo entre fotografia, bordado e narrativas afetivas.

Durante a tarde, a programação segue com a terceira aula da oficina Bordando Histórias, realizada pelo coletivo Bordados da Barra, na comunidade da Barra da Cega. Na Escola Professor Leopoldo Pereira, os participantes poderão aprender técnicas de Produção de Requeijão, com Santo Moreira, preservando conhecimentos tradicionais da culinária regional. Também será oferecida a oficina Instrumentos Musicais e Musicalização Infantil, conduzida pelo Ateliê do Saruê, incentivando a iniciação musical por meio da construção e experimentação de instrumentos.

No mesmo horário, o artista Wilton Vinícios Lima inicia uma intervenção de Pintura no Mural, transformando o muro da escadaria do Centro Cultural em uma obra coletiva que dialoga com a paisagem e a identidade de Milho Verde.

Às 15h, o Centro Cultural recebe a roda de conversa A História de um Encontro pelo Encontro – Relembrar é Viver!, conduzida por Roberta Rocha. O encontro será um momento de partilha de memórias e relatos sobre a trajetória do Encontro Cultural de Milho Verde, destacando sua importância para a preservação da cultura local e para a construção de vínculos entre artistas, moradores e visitantes.

Encerrando a programação formativa do dia, às 16h30, acontece a terceira aula da vivência Memórias que cantam, tambores que falam, com o Candombe Rosário dos Pretos de Baldim, proporcionando uma imersão nas tradições afro-mineiras por meio da música, dos tambores e da oralidade.

Cinema, Teatro e Música movimentam a Programação Cultural

A partir das 17h, a Feira de Artesanato recebe uma intervenção musical de Tiago Geordani, que apresenta um repertório de rap autoral inspirado nas vivências e na cultura regional.

Às 18h, o Centro Cultural abre espaço para o Cine do Campo, com a parceria do Cine Clube PQP, de João Monlevade/MG, que exibe o documentário “Do ritmo do tambor ao coração de Minas”, dirigido por Dimitri, seguido da apresentação de outras produções audiovisuais locais e nacionais, ampliando o diálogo entre cinema, memória e território.

A programação tem início com o documentário

“Do Ritmo do Tambor ao Coração de Minas” (9min56s), dirigido por Dimitri, seguido de “Sob a Bênção do Rosário – O Sincretismo Religioso: Fé e Tradição de um Povo” (24min59s), de Marcelo Sputnik e Letícia Barbosa, obra premiada que retrata as tradições do Congado e o sincretismo religioso em Minas Gerais.

Na sequência, será exibido o curta “Mosaico Sustentável BellArtesanatos” (2min12s), que apresenta o trabalho artesanal desenvolvido com identidade e criatividade, seguido do documentário “Cura Caipira” (15min40s), dedicado aos saberes populares, às práticas tradicionais de cura e à valorização da cultura do interior brasileiro. O Eremita da Montanha, conta a história de Chico Taquara, personagem místico de São Thomé das Letras Encerrando a sessão, o público acompanha episódios da minissérie “Vertical Horizon”, produção voltada ao universo da escalada e do montanhismo, revelando paisagens, desafios e histórias que conectam esporte, natureza e preservação ambiental. Gravado em Milho Verde durante o MilhoLands de 2025.

Com uma seleção que reúne documentários, curtas e séries, o Cine do Campo promove um encontro entre diferentes olhares sobre a cultura brasileira, fortalecendo o cinema como instrumento de preservação da memória, valorização das identidades locais e reflexão sobre os territórios.

A programação da noite continua às 20h, no Centro Cultural, com o espetáculo “Flicts – Contação de Histórias”, apresentado por Cláudio Márcio, reunindo teatro, literatura e imaginação em uma atividade voltada para públicos de todas as idades.

Encerrando o dia, às 21h, o Largo do Rosário recebe o show “Savânico: Cartografias do Espinhaço”, de Pedro Murta. A apresentação percorre as paisagens, sonoridades e narrativas da Serra do Espinhaço, encerrando mais um dia do Encontro Cultural com música, poesia e celebração das riquezas culturais de Minas Gerais.


5º DIA: QUINTA-FEIRA 22 DE JULHO 2026

Yoga, Arte e Cinema marcam a programação desta quinta-feira no 26º Encontro Cultural de Milho Verde

O quarto dia do 26º Encontro Cultural de Milho Verde, realizado nesta quinta-feira (23), reúne uma programação diversificada que valoriza os saberes tradicionais, a formação artística e a produção cultural local. Ao longo do dia, moradores e visitantes participam de oficinas, vivências, exibição de filmes e apresentações culturais que ocupam diferentes espaços da comunidade.

As atividades começam às 9h, com a prática Yoga: Som, Corpo e Respiração, conduzida por Vinicius Jivanprit, no Centro Cultural.

“Através do som acessamos frequencias em nosso corpo”

>> instagram.com/vinicius.jiwanpreet

No mesmo horário, a Escola Professor Leopoldo Pereira recebe as oficinas O que eu vejo da minha janela: uma oficina de argila para imaginar, criar e fazer, ministrada por Luciene Barbosa, e Cerâmica Ancestral, com Luciani Moreira, valorizando técnicas artesanais e processos criativos.

A programação formativa continua ao longo do dia com a terceira aula da oficina Bordado em Fotografia, ministrada por Carol Leal; a quarta etapa de Bordando Histórias, realizada na comunidade da Barra da Cega; além da pintura coletiva de mural com Wilton Vinícios Lima. Também acontecem a roda de conversa Uma Rosa de Conversa: Grande Sertão Veredas, com Dimitri, a oficina gastronômica Produção de Risole e Coxinha de Umbigo de Banana, conduzida por Dirlene Veríssimo.

Às 14h30 aconteceu a oficina de Dança Oriental Árabe e Egípcia, com Salome Pena, apresentada pelo Ballet Sarah Sthefane e Juliana Mariani.

“O Milho foi minha primeira escola e palco de Dança do Ventre”

>> instagram.com/salomebellydancerr

Às 15h, a Pharmacinha do Instituto Milho Verde promove uma atividade dedicada ao conhecimento popular sobre plantas medicinais, reunindo Luciana Brignol, Áurea Coli e Lana Alves.

No fim da tarde, o Largo do Rosário recebeu a Ciranda de Trocas – Dança Circular, conduzida por Leila Cunha, fortalecendo práticas de convivência e integração comunitária.

>> instagram.com/leila.cunha.arte

A programação audiovisual teve início às 18h, no Centro Cultural, com o Cine do Campo, que apresenta a abertura do Cine Clube PQP com a exibição do curta-metragem “Na Bolha de Champanhe”, dirigido por Alisson Púlit, seguida de uma mostra de produções audiovisuais locais e nacionais.

A noite será dedicada às artes cênicas e à música no Largo do Rosário. Às 20h, o grupo Cirquin Fulêro apresentou o espetáculo “Chama Ancestral: Uma Performance para o Fogo e o Tambor”. Em seguida, às 21h, o cantor Sidarta Riani sobe ao palco com o show “Canções de Sobrevivência”. Encerrando a programação do dia, às 22h, o público acompanhou o show “Ouro de Minas”, com Pepe Já Tirei a Vela, celebrando a diversidade musical e a riqueza da cultura popular mineira.


6º DIA: SEXTA-FEIRA 24 DE JULHO 2026

Encontro Cultural de Milho Verde segue com oficinas, arte e música nesta sexta-feira (24)

A programação desta sexta-feira, 24 de julho, do 26º Encontro Cultural de Milho Verde reúne atividades voltadas à formação artística, valorização dos saberes populares e apresentações culturais que movimentam o distrito ao longo de todo o dia.

Pela manhã, as oficinas tiveram início às 9h, na Escola Professor Leopoldo Pereira, com a terceira aula de “O que eu vejo da minha janela: Uma oficina de argila para imaginar, criar e fazer”, conduzida por Luciene Barbosa. No mesmo horário, Thâmara Mandalas ministra a oficina Pintura de Mandala, incentivando a criatividade e a expressão artística. Às 10h, o coletivo Ciranda do Ser promove a oficina Confluências na Comunicação, abordando formas de diálogo e construção coletiva.

BORDADO

Durante a tarde, a programação continua com a residência artística “A obra-prima de Santos Dumont (a memória coletiva)”, apresentada por Carlos Magno de Lima e Silva, dentro do projeto contemplado pelo edital Saberes Gerais, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais. A atividade inclui a exibição do filme “Santos Dumont – O Desafio do Ar”, de Adolfo Rosenthal.

www.baloesdesantosdumont.com.br

Também às 14h, o público pode participar de diversas oficinas simultâneas: Introdução à Serigrafia, com o Ateliê Artes Sapas; Palhaçaria, com o Palhaço Bambu; Pintura no Mural, conduzida por Wilton Vinícios Lima, no muro da escadaria do Centro Cultural; e Mãos na Massa: Oficina de Pão Caseiro – Tradição que Cresce no Forno, resgatando conhecimentos da culinária tradicional.

A programação cultural da noite começou às 18h30, no Centro Cultural, com a performance Memória Viva, apresentada por Niara Brignol Onzi. Em seguida, o Largo do Rosário recebe o espetáculo “Bambu Roda Mundo Gira Roda”, com o Palhaço Bambu, às 19h.

Em Milho Verde, onde o tempo parece desacelerar entre as montanhas e o cantar das águas, a arte encontra formas sagradas de se manifestar. O Teatro Lambe-Lambe não é apenas uma apresentação; é um segredo partilhado, um portal para outra dimensão feito sob medida para os seus olhos.
​Coloque os fones. Aproxime o rosto. Olhe pelo visor.
@jeanne.art.artesanato_musica

​Ali, naquele minúsculo universo iluminado, uma bruxinha e seus mistérios ganham vida só para você. Uma experiência absolutamente individual, imersiva e profunda. É o teatro em sua forma mais íntima, onde a cultura pulsa no detalhe, na costura do figurino, no sussurro da narrativa e no arrepio que dá na pele.

Em tempos de telas gigantes e conexões distantes, o Lambe-Lambe nos resgata. Ele nos lembra que a grande arte, às vezes, se esconde no menor lugar do mundo: dentro do coração de quem se permite sonhar.
​Venha viver essa caixinha de emoções e sentir a força da nossa cultura aqui, no topo das Gerais. 

A música toma conta da praça a partir das 20h, quando Liz Eulália recebeu convidados para um show especial. Às 21h30, Isaddora sobe ao palco com o projeto musical Brasa, e encerrando a noite, às 22h30, o público pode conferir o show da banda Blues da Meia Noite.

Com uma programação diversificada, o 26º Encontro Cultural de Milho Verde reafirma seu compromisso com a valorização da cultura popular, da formação artística e do intercâmbio entre artistas, moradores e visitantes, fortalecendo a identidade cultural da região e transformando Milho Verde em um grande espaço de encontro, aprendizado e celebração.


7º DIA: SÁBADO 25 DE JULHO 2026

26º Encontro Cultural de Milho Verde segue neste sábado com esporte, literatura, teatro e muita música

O setimo dia do 26º Encontro Cultural de Milho Verde, neste sábado, 25 de julho, reuniu atividades esportivas, intervenções artísticas, lançamento de livro e uma programação musical que ocupa diferentes espaços do distrito ao longo do dia.

As atividades começam às 9h, no Largo do Rosário, com o Pedal do Encontro, conduzido por Thiago Caldeira e Tiago Pereira, promovendo integração entre esporte, lazer e a paisagem da Serra do Espinhaço.

Às 15h, o público pode participar da Instalação Interativa – Balão Planeta Terra, além da ação virtual “No Alto – Fotografe e Compartilhe”, idealizada por Maurycélia Campos, convidando moradores e visitantes a registrarem diferentes olhares sobre Milho Verde.

Às 16h, o Chafariz recebe o espetáculo “Encantados, das Veredas do Sertão ao Espinhaço do Cerrado Mineiro”, do Coletivo Mutum, que une teatro, tradição oral e elementos da cultura popular mineira.

Às 17h, no Centro Cultural, acontece o lançamento do livro da Sempre Viva Editorial, momento dedicado à literatura e ao encontro entre autores, leitores e apreciadores da produção editorial independente.

A programação cultural tem início às 18h, com o show Chora Gonçalo, no Largo do Rosário, em uma apresentação aberta à participação de músicos da comunidade.

Sinopse – Memória Viva
Artista: Niara Brignol Onzi

Memória Viva é uma videoarte documental experimental de aproximadamente 15 minutos que propõe uma experiência sensorial construída a partir da livre associação entre imagens, sons, paisagens e gestos. Em vez de seguir uma narrativa cronológica,

a obra cria um fluxo poético onde passado e presente se entrelaçam, revelando memórias, afetos e as relações entre o corpo, o território e a natureza.

A montagem reúne registros de Milho Verde e de outros lugares vivenciados pela artista, reinventando paisagens por meio do encontro entre o audiovisual e a performance. A intervenção corporal, baseada no improviso, na dança contemporânea e na linguagem teatral, dialoga com o espaço de forma orgânica: movimentos suaves e contemplativos exploram o chão, a terra e a verticalidade do corpo, ampliando a percepção do ambiente.

A noite será marcada por uma sequência de apresentações musicais no Largo do Rosário. Às 19h, Marcelo Gaitista e Trio apresentam o espetáculo instrumental “Do Jazz ao Regional”, mesclando influências da música brasileira e internacional. Na sequência, às 20h30, sobe ao palco o cantor Sebá, e, encerrando a programação do sábado, às 22h, a banda Coentro Beat promete animar o público com um repertório que mistura ritmos contemporâneos e brasileiros.

O 26º Encontro Cultural de Milho Verde reafirma sua proposta de valorizar a diversidade cultural, promovendo encontros entre artistas, moradores e visitantes em uma programação gratuita que celebra a música, o teatro, a literatura, o esporte e as expressões da cultura popular.


8º DIA: DOMINGO 26 DE JULHO 2026

Encerramento do 26º Encontro Cultural de Milho Verde reúne música, artesanato e gastronomia neste domingo

O 26º Encontro Cultural de Milho Verde chega ao seu último dia neste domingo, 26 de julho, celebrando uma semana de intensa programação artística, formativa e comunitária. O encerramento acontece no Largo do Rosário, com apresentações musicais que prometem animar moradores e visitantes ao longo do dia.

Antes das atividades culturais, o Instituto Milho Verde promoveu, em sua sede, um café da manhã de confraternização para os artistas convidados e para a comunidade. O encontro proporcionou um ambiente de acolhimento e integração, fortalecendo os laços entre os participantes e valorizando o espírito colaborativo que marcou toda a realização do evento.

A programação começa às 12h, com o show de Ed Nasque Interior. Às14h, é a vez da banda Hemisfério subir ao palco, trazendo um repertório diversificado. Fechando a programação musical, às 16h, o grupo Românticos do Forró convida o público para dançar ao som de grandes sucessos do gênero.

Além das atrações culturais, o público poderá visitar a tradicional Feira de Artesanato e Gastronomia, que reúne artesãos, produtores locais e expositores da culinária regional, valorizando a economia criativa e os sabores típicos da Serra do Espinhaço.

O último dia do Encontro Cultural reforça o compromisso do evento com a valorização da cultura popular, da produção artística e da identidade de Milho Verde, encerrando mais uma edição marcada pela diversidade de oficinas, apresentações e pela participação da comunidade e dos visitantes.


PROGRAMAÇÃO 26º Encontro Cultural de Milho Verde

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